Psicomotricidade Aquática
13 de Dezembro de 2006 às 17:37 Flávia Gazolli Ferreira | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 3871
A Psicomotricidade Aquática é uma das formas de estimular as potencialidades do indivíduo utilizando a água como meio, trabalhando a relação do indivíduo com o espaço, com o objeto, com o outro e consigo mesmo; baseia-se na criatividade e espontaneidade, e ambas devem surgir naturalmente, sem serem comandadas.
Para entender melhor a psicomotricidade aquática é necessário lembrar um pouco sobre a relação do meio líquido com o movimento enquanto expressão psicomotora do ser humano.
Tem como base desde a concepção e evolução, quer dizer, no meio intra-uterino até chegar o nascimento. Sabe-se que o feto está banhado por um líquido chamado líquido amniótico, o qual está na mesma temperatura que seu corpo e travessado permanentemente pelo fluxo sangüíneo da mãe.
Ao nascer, a criança entra num mundo desconhecido que não está mais em harmonia com as sensações internas, mas sim, as externas como o contato das mãos, dos objetos, da temperatura, da luz que na verdade é do outro. A criança então, busca encontrar um complemento que é a mãe (podendo ser outro adulto). Essa fusão irá mantê-la protegida e num estado prazeroso.
A água dentro desses aspectos positivos pode auxiliar nesse contato, nessa fusionalidade. Deve ser utilizada como meio de ação mais global, através do movimento, e da relação desse indivíduo com o espaço, com o outro, com o objeto e consigo mesmo.
Trabalhar a psicomotricidade dentro da água é fazer dela e do movimento uma estimulação para o indivíduo. Com isso, ele aprende a se conhecer e a se aceitar. A criança não entra na aula e fica apenas brincando sem planejamento algum, há a necessidade de estudar o histórico dessa criança, de saber as suas necessidades e frustrações para poder atuar como um meio e não como um fim.
Nas atividades dentro da água são solicitados os canais exteroceptivos (sinais do meio externo captados pelos órgãos dos sentidos), proprioceptivos (situação do corpo no espaço) e interoceptivos (está ligada a vida orgânica e vegetativa) em diversos níveis.
Para se obter sucesso nas atividades, é preciso planejar o trabalho que será realizado e estabelecer os objetivos que deverão ser atingidos, mesmo que não possua uma data preestabelecida para tal. Os conteúdos trabalhados podem ser funcionais e relacionais.
Em se tratando dos conteúdos funcionais, são destacados como: coordenação motora global, que possibilita desafios e dificuldades na água; tônus e postura, que podem ser modificados de acordo com o empuxo e ação da gravidade; equilíbrio, que também se altera devido a estes itens; esquema corporal; que bem trabalhado irá ajudar a criança a se adaptar em relação a espaço e tempo; espaço e tempo propriamente ditos e estimulação do desenvolvimento cognitivo. Já no aspecto relacional, observa-se o comportamento do indivíduo diante de diferentes situações, relacionadas com objetos, espaço, tempo e às pessoas, abordando conteúdos como criatividade, afetividade, espontaneidade, agressividade e comunicação.
Flávia Gazolli Ferreira CREF 20746-G/SP
Professora de Educação Física e Psicomotricista
http://www.flaviagazolli.com.br
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14 Comentários Faça seu próprio
1. Mirtes Martins | 26 de Fevereiro de 2008 às 18:34
Sou psicológa e Psicomotricista Relacional,adorei o artigo e gostaria de mais informações sobre PRA,pois atendo algumas crianças especiais que respondem muito bem en contato com a água.Mas em Recife não tem profissionais netsa área,gostaria muito de trazer esta atividade para cá,qualquer informação será bem vinda.
ATT.Mirtes Martins
2. rosiane morais | 6 de Março de 2008 às 16:00
sou educadora fisica da ama -pi,e necessito de mais informações para o trabalho com autistas.
3. SANDRA MARA SILVEIRA | 9 de Março de 2008 às 14:23
OLÁ GOSTARIA DE SABER ALGUMAS ATIVIDADES QUE TRABALHEM A PSIOMOTRICIDADE EM CRIANÇAS DAS SÉRIES INICIAIS. SOU RECÉM FORMADA EM EDUCAÇÃO FÍSICA, E PRECISO SABER MAIS SOBRE O ASSUNTO, POIS AGORA ESTOU NO MERCADO E PRETENDO DESENVOLVER BEM O MEU TARBALHO.
4. LIbina | 31 de Março de 2008 às 19:09
Eu adorei o artigo e esse artigo me fez decidir se eu faria ou ñ erucação físia e eu optei pelo sim!!!
obrigada novamente!!!!
5. Flávia Gazolli Ferreira | 6 de Abril de 2008 às 12:15
Olá,
Obrigada pelas mensagens! Meu e-mail é flaviagazolli@yahoo.com.br, vamos entrar em contato para conversarmos sobre essas questões.
Att.,
Flávia Gazolli
6. Elenita Queiroz | 22 de Abril de 2008 às 10:35
Gostaria de saber mais sobre autismo, e de receber artigos sobre psicomotricidade aquática. obrigada.
7. Helyett Antonio de Oliveira | 30 de Maio de 2008 às 21:49
Oi! gostei muito do seu trabalho Flávia. Eu estou fazendo uma pós-em psicomotricidade, mas agora preciso de bibliografias para realizar o meu trabalho de fim de curso; praticamnte não tenho nada em mãos , quando vi seu e-mail me chamou atenção.
Portanto, se você puder me enviar alguns textos , artigos e referências, ficaria muito grata .
Atenciosamente: helyett de Goiás Velho. Go Brasil.
8. Humberto | 26 de Julho de 2008 às 19:29
Sou professor de educação física e queria saber mais informação para trabalhar com autista
9. geni de oliveira leao abrão | 3 de Agosto de 2008 às 11:03
Oi Flávia!
parabéns pelo artigo, gostei muito, fico feliz
quando encontro alguém que se dedica ao estudo e
trabalho nesta área. sou professora de Ed. Física ,
trabalho na APAE de Goiania com Ed. aquática para
crianças de 02 meses a 6 anos , gostaria que vc me
enviasse ,bibliografia ou trabalhos que pudessem me
ajudar,
att. geni oliveira leao abrão
10. Patricia Zveiter | 8 de Agosto de 2008 às 14:47
Parabéns pelo artigo e pelo seu trabalho. Sou enfermeira, mais falo como mãe de uma criança de sete anos e que está apresentando algumas dificuldades que acho que podem ser relacionadas a psicomotricidade como: tonus muscular pouco desenvolvido, está sempre atrasada para copiar os deveres em sala de aula, não tem dificuldade de aprendizado, é canhota não sei se isto dificulta deixa o material todo desorganizado,noção de espaço ruim, em fim achei o trabalho apresentado muito interessante, gostaria de saber se no Rio de Janeiro ((Niterói) existe este trabalho.
11. Grace Anne Maciel | 24 de Outubro de 2008 às 23:10
Oi! Queria se fosse possivel lhe pedir para me passar algum matéira sobre psicomotricidade aquática, pois estou fazendo o trabalho de conclusão de curso de Fisioterapia sobre este tema.
Muito obrigada, se vc. puder me enviar alguns artigos, vídeos, e formas de trabalhar com as crianças com Síndrome de Doen.
Atenciosamente.
Grace Anne
12. Cristiana | 13 de Janeiro de 2009 às 21:00
Oi! Também gostaria de recebr vídeos, artigos, formas de trabalhar com crianças através da psicomotricidade. Sou fisioterapeuta e trabalho com crianças especiais na AACD.
13. neyde | 4 de Fevereiro de 2009 às 14:49
Ola, não sou professora de educação física, sou arteterapeuta,e adorei ler esta ´matéria pois já fiz um estágio com autistas adultos, num trabalho com uma amiga que utilizou o teatro, lendo esta matéria tive algumas idéias.
O que me trouxe a este email foi, meu marido é professor de Educação Física, dá aulas em dois colégios, sendo que um é no Município, ele agora irá pegar uma turma de crianças autistas na faixa de 10 a 13 anos, gostaria de receber artigos, vídeos, para ajudá-lo em seu trabalho, pois ele nunca trabalhou com este público.
Obrigada Neyde.
14. MARCO DINIZ | 14 de Fevereiro de 2009 às 10:41
É MUITO BOM PODER CONTAR COM O PROFISSIONALISMO E TER A CERTEZA QUE A EDUCAÇÃO FÍSICA FAZ TODA A DIFERENÇA NO DESENVOLVIMENTO DO SER HUMANO. PARABÉNS PELO TRABALHO…
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