Arquivo de Dezembro de 2006

Dossiê Esporte

Com o objetivo de entender como o brasileiro se relaciona com o esporte em todas as áreas e aspectos, o Instituto Ipsos Marplan realizou para o SporTV um dos maiores e mais completos levantamentos já feitos sobre o esporte no Brasil.

O Dossiê Esporte é resultado de uma ampla pesquisa realizada no período de setembro de 2005 a junho de 2006.

Nesses 10 meses de trabalho, foram ouvidas mais de 2.300 pessoas em 9 capitais do Brasil.

Além da população, também foram ouvidos representantes da comunidade acadêmica, atletas, instituições governamentais e profissionais ligados ao esporte.

A pesquisa “Dossiê Esporte” foi estruturada em quatro grandes temas.
No primeiro, o objetivo foi discutir o tema “o que é esporte?”.
Na segunda parte, o foco é o “esporte na vida do brasileiro”.
Na terceira parte, a pesquisa Ipsos Marplan/SporTV analisa a torcida no Brasil hoje. Na quarta parte, o estudo apresenta dados da produção e circulação de bens e serviços ligados à pratica esportiva no Brasil e no Mundo.

O arquivo em pdf pode ser baixado pelo site:

http://globosat.globo.com/sportv/hotsite/dossie/refresh.htm

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Adicionar comentário 21 de Dezembro de 2006 às 11:51 Leonardo Resende Corrêa

Psicomotricidade Aquática

A Psicomotricidade Aquática é uma das formas de estimular as potencialidades do indivíduo utilizando a água como meio, trabalhando a relação do indivíduo com o espaço, com o objeto, com o outro e consigo mesmo; baseia-se na criatividade e espontaneidade, e ambas devem surgir naturalmente, sem serem comandadas.
Para entender melhor a psicomotricidade aquática é necessário lembrar um pouco sobre a relação do meio líquido com o movimento enquanto expressão psicomotora do ser humano.

Tem como base desde a concepção e evolução, quer dizer, no meio intra-uterino até chegar o nascimento. Sabe-se que o feto está banhado por um líquido chamado líquido amniótico, o qual está na mesma temperatura que seu corpo e travessado permanentemente pelo fluxo sangüíneo da mãe.

Ao nascer, a criança entra num mundo desconhecido que não está mais em harmonia com as sensações internas, mas sim, as externas como o contato das mãos, dos objetos, da temperatura, da luz que na verdade é do outro. A criança então, busca encontrar um complemento que é a mãe (podendo ser outro adulto). Essa fusão irá mantê-la protegida e num estado prazeroso.

A água dentro desses aspectos positivos pode auxiliar nesse contato, nessa fusionalidade. Deve ser utilizada como meio de ação mais global, através do movimento, e da relação desse indivíduo com o espaço, com o outro, com o objeto e consigo mesmo.

Trabalhar a psicomotricidade dentro da água é fazer dela e do movimento uma estimulação para o indivíduo. Com isso, ele aprende a se conhecer e a se aceitar. A criança não entra na aula e fica apenas brincando sem planejamento algum, há a necessidade de estudar o histórico dessa criança, de saber as suas necessidades e frustrações para poder atuar como um meio e não como um fim.

Nas atividades dentro da água são solicitados os canais exteroceptivos (sinais do meio externo captados pelos órgãos dos sentidos), proprioceptivos (situação do corpo no espaço) e interoceptivos (está ligada a vida orgânica e vegetativa) em diversos níveis.

Para se obter sucesso nas atividades, é preciso planejar o trabalho que será realizado e estabelecer os objetivos que deverão ser atingidos, mesmo que não possua uma data preestabelecida para tal. Os conteúdos trabalhados podem ser funcionais e relacionais.

Em se tratando dos conteúdos funcionais, são destacados como: coordenação motora global, que possibilita desafios e dificuldades na água; tônus e postura, que podem ser modificados de acordo com o empuxo e ação da gravidade; equilíbrio, que também se altera devido a estes itens; esquema corporal; que bem trabalhado irá ajudar a criança a se adaptar em relação a espaço e tempo; espaço e tempo propriamente ditos e estimulação do desenvolvimento cognitivo. Já no aspecto relacional, observa-se o comportamento do indivíduo diante de diferentes situações, relacionadas com objetos, espaço, tempo e às pessoas, abordando conteúdos como criatividade, afetividade, espontaneidade, agressividade e comunicação.

Gazolli Psicomotricidade - Gazolli Psicomotricidade

Flávia Gazolli Ferreira CREF 20746-G/SP
Professora de Educação Física e Psicomotricista
http://www.flaviagazolli.com.br

15 comentários 13 de Dezembro de 2006 às 17:37 Flávia Gazolli Ferreira

Recomendações para atividades físicas na gravidez

Abaixo seguem algumas recomendações para atividades físicas em gestantes:

1- Faça exercício pelo menos três vezes por semana, durante um mínimo de 20 minutos de cada vez. Evite sessões de exercícios intensos seguidos de longos períodos de inatividade.

2 - Evite exercícios que a obriguem a deitar-se de barriga após o terceiro mês de gravidez.

3 - Evite longos períodos em pé sem se mexer.

4 - Evite exercício intenso em ambientes quentes, úmidos ou se tiver febre.

5 - Se sentir que algo não está bem durante um determinado exercício, não o faça.

6 - Evite movimentos ou atividades com impactos freqüentes ou violentos.

7 - Utilize sutiã que dê um bom apoio e proteja convenientemente o seu peito. É natural que tenha de comprar tamanhos maiores durante a gravidez.

8 - Use calçado apropriado, de modo a que os pés e tornozelos estejam bem protegidos e não escorreguem.

9 - Lembre-se que o seu centro de gravidade, e por conseguinte o seu equilíbrio, mudam durante a gravidez, devido ao peso crescente do bebê.

10 - Evite exercícios em que tenha de dobrar demasiado os joelhos, levantamentos simultâneos das duas pernas, e saltos com as pernas esticadas.

11 - Comece sempre com cinco minutos de marcha lenta ou bicicleta estática com pouca resistência, para aquecer bem os músculos. O exercício mais intenso não deve exceder os 15 minutos seguidos.

12 - Após o exercício mais intenso faça 5 a 10 minutos de atividade gradualmente menos intensa, que deve terminar com exercícios suaves de relaxamento muscular.

13 - Não se canse demasiado, nunca fique exausta!

14 - Meça o seu ritmo cardíaco durante as fases de exercícios mais ativo. O ritmo não deve exceder 140 pulsações por minuto.

15 - Após um exercício no chão, levante-se lentamente para evitar vertigens. Após estar de pé, ande durante um ou dois minutos.

16 - Beba água antes, durante e após a sessão de ginástica. Lembre-se que seu corpo necessita estar hidratado.

17 - Aumente o número de calorias diárias de acordo com as necessidades da gravidez, ou seja, cerca de 300 calorias extra por dia. Durante a gravidez não se deve fazer exercício com o objetivo de perder peso!

18 - Para o exercício e consulte o seu médico se sentir algum dos seguintes sintoma:
a) Dor;
b) Hemorragia vaginal;
c) Vertigens ou desmaio;
d) Falta de ar;
e) Batimentos cardíacos irregulares ou excessivamente rápidos (mais de 160 bpm);
f) Dificuldade de andar;
g) Dores nas costas ou zona do púbis;
h) Contrações uterinas.

Livros sobre atividades física na gravidez:

Gestante - Elaboração de Programas de Exercícios - Editora Phorte
Ginástica para Gestantes: Guia Oficial da YMCA para Exercícios Pré-Natais - Editora Manole
Grávida em Boa Forma - Editora Marco Zero
O Guia Completo para a Forma Física Pós-Natal - Editora Manole

Adicionar comentário 12 de Dezembro de 2006 às 10:19 Leonardo Resende Corrêa

O que é CLA?

Ácido Linoleico Conjugado (CLA - cis-9, trans-11 ou trans-10,cis-12 - ácido octadecadienóico) é o termo utilizado para descrever a mistura de isômeros de posição e geométricos que possuem uma dupla ligação após duas ligações simples. Esta alternância entre ligações é denominada “conjugação”, por isso o nome ácido linoléico conjugado.

CLA (Conjugated Linoleic Acid) ou ÁCIDO LINOLÉICO CONJUGADO é um nutriente natural que é encontrado numa vasta variedade de alimentos, como: carne bovina, peru e em alguns laticínios. Existem evidências de que o uso de CLA pode levar ao aumento da massa magra do corpo e a uma redução da gordura do corpo.

A popularidade do CLA entre os atletas se deve na “transformação de gordura em músculos”. Há pouca perda de peso corporal, mas há muita mudança no seu aspecto físico e visual: perde-se gordura, mas ganha-se massa muscular, é como se você emagrecesse sem perder peso.

Estudos recentes sugerem que o CLA pode servir como construtor de musculatura esquelética, provavelmente por servir como precursor hormonal, que sabidamente é aumentada em praticantes de exercícios físicos. A lipogênese também é reduzida em usuários do CLA, pois este ácido insaturado inibe o incremento do tecido adiposo, ou seja, de gordura localizada. Como o organismo passa a formar menos gordura, então “força” o corpo a queimar as reservas já existentes (gordura localizada), fazendo assim que você diminua o percentual de gordura e ganhe mais rapidamente a definição do músculo.

É importante ressaltar que o próprio mecanismo de ação do CLA ainda não está bem elucidado: cientistas teorizam que o CLA age possivelmente no aumento da atividade metabólica a nível da membrana celular. Sabe-se que o CLA é um antioxidante, antiinflamatório e atua no metabolismo das gorduras.
Por outro lado, o desgaste físico inerente ao esporte leva à possível formação de radicais livres - subprodutos da atividade celular que causam danos a outras células - acelerando assim os processos degenerativos de tendões, articulações e cartilagens. Estes efeitos indesejáveis comuns a alguns praticantes de exercícios físicos intensos podem ser evitados com a suplementação de nutrientes que combatam a formação destes radicais, como o composto em questão que oferece uma forte proteção antioxidante, além de ajudar o organismo na contínua produção de substâncias antiinflamatórias. Atletas sempre necessitam de uma dose extra de antioxidantes, pois a atividade física intensa é um dos fatores que aumenta a produção de radicais livres.

Por que usar o CLA?

CLA tem sido amplamente estudado por vários anos. Durante os últimos estudos CLA mostrou ser um anticarcinógeno, mostrou reduzir os efeitos adversos causados pela imuno estimulação e mostrou aumentar o desenvolvimento e melhorar o perfil lipídico do sangue. Durante estudos mais recentes cientistas examinaram os efeitos do CLA sobre o metabolismo da gordura, o ganho de músculos em animais de laboratório e descobriram alguns resultados muito promissores. Estes resultados mostraram que tomando CLA em pequenas doses foi o suficiente para mostrar um efeito positivo sobre a perda de gordura e ganho de massa magra. Desta maneira atletas poderiam tirar proveito da suplementação de CLA para ganhar mais músculo e perder gordura corporal.

Há inúmeros estudos científicos usando CLA em animais, mostrando sua eficácia. Um estudo desse tipo, usando animais de laboratório, mostrou que após 6 semanas de suplementação, o grupo alimentado com CLA apresentou um percentual de 4,3% de gordura corporal enquanto o grupo de controle (que recebeu placebo ou alimento inativo) teve um percentual de 10,1% de gordura corporal. Outro estudo, que observou o crescimento da massa magra em vez da perda de gordura, mostrou que os animais que foram alimentados com CLA em suas dietas ganharam mais peso corporal do que o grupo de controle.
Em um recente estudo realizado em humanos por pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison, o CLA mostrou ajudar as pessoas a perderem peso e manter a boa forma, assim como controlar a diabetes da idade adulta, esta pesquisa foi apresentada ao Encontro Nacional da Sociedade Americana de Química, em Washington, por um de seus membros, Michael W. Pariza.

“O que CLA faz é bloquear o estágio em que as pequenas células graxas se tornam maiores,” disse Michael Pariza, diretor do Instituto de Pesquisa Alimentar da Universidade de Wisconsin e pesquisador chefe do estudo sobre CLA.

“Nossos resultados mostraram que o CLA facilitou às pessoas obedecer as dietas,” disse Pariza que, com sua equipe, estudou 80 pacientes obesos por seis meses.

Todos os pacientes seguiram uma dieta pobre em gordura e fizeram exercícios, mas apenas a metade usou o suplemento. Administrou-se placebo à outra metade do grupo. Todos os participantes do estudo, independente do uso do CLA, perderam uma média de 2,5 quilogramas.

Entretanto, os pesquisadores da University of Wisconsin-Madison descobriram uma relevância maior no modo como as pessoas do estudo ganharam peso, em vez de perder, explicou Pariza.

“As pessoas do grupo de placebo ganharam peso do mesmo modo como você ou eu ganharíamos, ou seja 75 por cento de gordura e 25 por cento de músculo,” disse.

“As pessoas que estavam tomando CLA, que engordaram durante a pesquisa, aumentaram de peso seguindo o mesmo padrão de quando se faz exercício. Ou seja, cerca de 50 por cento de gordura e 50 por cento de músculo”.

De acordo com Pariza, nenhum efeito colateral foi apresentado pelo suplemento. Ao mesmo tempo, questionários realizados a cada duas semanas com os pacientes revelaram que as pessoas que estavam tomando CLA se sentiram menos deprimidas, tiveram menos problemas de estômago, estavam conseguindo se concentrar mais e dormir melhor.

Por outro lado, um novo estudo realizado em pessoas diabéticas mostrou que suplementar a dieta com CLA pode levar a um melhor controle da diabetes e de peso. Os diabéticos que tomaram CLA tiveram uma redução de massa corpórea bem como níveis de açúcar mais baixos. Hiperglicemia ou níveis altos de açúcar no sangue é uma característica da diabete.

Não há estudos definitivos mostrando que dosagem de CLA é a mais eficiente. Contudo, muitos cientistas acreditam que tomando de 3 a 6 gramas por dia é suficiente para exercer, com eficácia, os efeitos desejáveis do CLA.

Câncer

O CLA está entre os compostos anticarcinogênicos que atuam reduzindo a incidência de tumor e a inibição de células cancerígenas de melanoma, cólon, próstata, pulmão, ovário e tecido mamário (WONG et al., 1997; CESANO et al., 1998; IP et al., 1999). Alguns sugerem que o ácido linoléico talvez seja o mais potente anti-carcinogênico de origem animal conhecido pelo homem, sendo seus efeitos considerados pela National Academy of Science estadunidense como inequivocamente comprovados. Algumas formas de CLA (c9, t11) não só previnem, mas atacam as células tumorais já presentes no organismo, reduzindo tumores previamente formados.

Colesterol

GAVINO et al em 2000, conduziram uma pesquisa com o objetivo de avaliar os efeitos do CLA sobre o perfil lipídico sanguíneo de ratos que recebiam uma dieta contendo colesterol e gordura hidrogenada do coco mais 1% de CLA. Os resultados apresentaram menores níveis sanguíneos de colesterol, triglicerídeos e nenhuma alteração nos níveis de HDL além de terem ganhado significativamente menos peso.

Diabetes

CLA pode retardar o início da diabete em ratos, além de ajudar o controle do início da diabete em humanos BELURY et al (2003).

Antioxidantes

Vários estudos como o de IP et al (1991) e BANNI et al (1995) sugerem que o CLA também pode atuar por mecanismos antioxidantes.

Considerações finais

Portanto tudo que foi descrito acima nos levam a crer que mais uma substância é associada a efeitos milagrosos, nos quais os resultados partem da “simples” redução de gordura e vão até a cura de doenças como o câncer. Os estudos são inúmeros, porém suas metodologias utilizam amostras pequenas, quando feitas em humanos, e nos animais os resultados são duvidosos, pois chegam a assustar de tão promissores. A maioria das pesquisas foi patrocinada por empresas interessadas na venda do produto, o que nos leva a desconfiar da veracidade dos tão exorbitantes resultados aqui mostrados. Agora cabe à ciência fazer uma investigação mais detalhada sobre esse ácido que aparece como ” cura para todos os males”. Se realmente todas as evidências forem definitivamente comprovadas, teremos aqui um produto que será um grande marco para a saúde humana.

Referências:

CHOI et al. The trans-10, cis-12 isomer of conjugated linoleic acid down regulates stearoyl-CoA desaturase 1 gene expression in 3T3 L1adipocytes. J Nutr 2000 Aug;130(8):1920-4.

LEE et al. Conjugated linoleic acid decreases hepaticstearoyl-CoA desaturase mRNA expression. Biochem Biophys Res Commun 1998 Jul 30;248(3):817-21.

PARK et al. Emerging Health Benefits of CLA (conjugated Linoleic acid). National Dairy Council -Dairy Council Digest. 1998 PDR - Physicians Desk Reference - Supplements,2001.

BANNI, S.; DAY, B.W.; EVANS, R.W.; CORONGIU, P.F.P.; LOMBARDI, B. Detection of conjugated diene isomers of linoleic acid in liver lipids of rats fed a choline-devoid diet indicates that the diet does not cause lipoperoxidation. J. Nutr. Biochem., v. 6, n. 5, p. 281-289, 1995.

BAUMAN et al. Trans fatty acids, conjugated linoleic acid and milk fat synthesis. In: Cornell Nutrition Conference for Feed Manufactures (Proceedings). New York: New York State College of Agricultura and Life Sciences / Department of Animal Science and Division of Nutritional Science. p. 95-103, 1998.

BELURY MA, MAHON A, BANNI S. The conjugated linoleic acid (CLA) isomer, t10c12- CLA, is inversely associated with changes in body weight and serum leptin in subjects with type2 diabetes mellitus. J Nutr. 2003 Jan;133(1):257S-260S.

CESANO, A.; VISONNEAU, S.; SCIMECA, J.A.; KRITCHEVKY, D.; SANTOLI, D. Opposite effects of linoleic acid and conjugated linoleic acid on human prostatic cancer in SCID mice. Anticancer Res. v. 18, p. 1429-1434, 1998.

CHIN, S.F.; LIU, W.; STORKSON, J.M.; HA, Y.L.; PARIZA, M.W. Dietary sources of conjugated dienoic isomers of linoleic acid, a newly recognised class of anticarcinogens. J. Food Comp. Anal., v. 5, p. 185-197, 1992.

GAVINO VC, GAVINO G, LEBLANC MJ, TUCHWEBER B. An isomeric mixture of conjugated linoleic acids but not pure cis-9, trans-11-octadecadienoic acid affects body weight gain and plasma lipids in hamsters. J Nutr. 2000 Jan;130(1):27-9.

IP, C.; BANNI, S.; ANGIONE, E.; CARTA, G.; MCGINLEY, J.; THOMPSON, H.J.; BARBANO, D.; BAUMAN, D. Conjugated linoleic acid-enriched butter fat alters mamary gland morphogenesis and reduces cancer risk in rats. J. Nutr., v. 129(12), p. 2135-2142, 1999.

IP, C.; CHIN, S.F.; SCIMECA, J.A.; PARIZA, M.W. Mammary cancer prevention by conjugated dienoic derivative of linoleic acid. Cancer Res., v. 51, p. 6118-6124, 1991.

IP, C.; SINGH, M.; THOMPASON, H.J.; SCIMECA, J.A. Conjugated linoleic acid suppresses mammary carcinogenesis and proliferative activity of the mammary gland in the rat. Cancer Res., v. 54, p. 1212-1215, 1994.

JIANG, J. et al. Occurence of conjugated cis-9, trans-11- octadecadienoic acid in bovine milk: effects of feed and dietary regimen. J Dairy Sci. v.79. n.3. p.438-445, 1996.

LEE KN, PARIZA MW, NTAMBI JM. Conjugated linoleic acid decreases hepatic stearoyl-CoA desaturase mRNA expression. Biochem Biophys Res Commun. 1998 Jul 30;248(3):817-21.

LIN, T.Y. et al. Conjugated linoleic acid concentration as affected by lactic cultures and added linoleic acid. Food Chemistry. v.67. p. 1-5, 1999.

STEINHART, C. Conjugated linoleic acid the good news about animal fat. Journal of Chemical Education. v.73. n.12. p.A302, 1996.

WEST DB, DELANY JP, CAMET PM, BLOHM F, TRUETT AA, SCIMECA J. Effects of conjugated linoleic acid on body fat and energy metabolism in the mouse. Am J Physiol Regul Integr Comp Physiol. 1998 Sep;275(3 Pt 2):R667-72.PMID: 9728060.

WONG, M.W.; CHEW, B.P.; WONG, T.S.; HOSICK, H.L.; BOYLSTON, T.D.; SHULTZ, T.D. Effectsof dietary conjugated linoleic acid on lymphocyte function and growth of mamary tumors im mice, Anticancer Res., v. 17, p. 987-993, 1997.

Encontre suplementos de CLA no site:
www.corpoperfeito.com.br

4 comentários 6 de Dezembro de 2006 às 12:22 João Vicente Lopes Barbosa

Antecipação do goleiro em cobranças de pênaltis

Porque o goleiro de futebol deve antecipar-se às cobranças de pênaltis?
Essa questão vem a tona toda vez que em uma partida de futebol um pênalti é cobrado no futebol, sempre vindo os comentários posteriores mas:
Será que o goleiro deve esperar o cobrador realizar a cobrança e só depois reagir ao chute?
Ele deve defender só os pênaltis mal batidos?
O goleiro deve antecipar-se a cobrança e escolher um canto pra saltar?
Qual o momento certo dele antecipar-se à cobrança?

Vamos estudar agora algumas dessas questões.
O pênalti é uma situação de 1 x 1, cobrador x goleiro, o goleiro nesse instante se encontra em estado de máxima concentração, tensão e isolamento, não só do resto de sua equipe como também de qualquer coisa que possa distraí-lo, como o cobrador tem a maior responsabilidade e a tensão está maior nele, pois sua probabilidade de êxito é maior, ao goleiro é indicado controlar suas emoções e permanecer tranqüilo durante cerca de 2 minutos, ( tempo médio entre a marcação da penalidade pelo árbitro e sua execução) aproveitando este tempo para reunir as informações que se tornarão úteis para a sua tentativa de sucesso, pois o nervosismo atrapalharia seus processos perceptivos que são úteis para obter todas as características de movimento que traem o cobrador, pois como vamos ver o pênalti é resultante de um rápido processo cognitivo, e o goleiro precisa então ter uma ótima capacidade de observação para perceber o intuito da ação do cobrador durante seu movimento preparatório que precede ao chute e encurtar o complicado e dispendioso processo cognitivo com um “atalho” e assim antecipar-se a direção do chute do cobrador.

Mas e se ele esperar a cobrança para então reagir à ela?
A velocidade média de uma cobrança de pênalti é de 70 a 75 km/h, durante este tempo o goleiro têm a sua disposição 400m/s para averiguar a trajetória da bola, sua velocidade e então decidir qual a resposta motora mais adequada para a situação; É pouco provável que o goleiro possa fazer isso tudo em 400m/s.
Em um chute a 72 Km/h, por exemplo, a bola levaria 0,56s da marca do pênalti até chegar a 16cm de um dos postes laterais da meta.
Em estudo realizado por Suzuki et al, nos mostra que nessas condições a velocidade do goleiro é de 4m/s, dessa forma ele levaria 0,99s para visualizar o chute e alcançar um dos postes laterais através de um salto, sendo assim ele não teria a mínima chance de interceptar a bola.
Segundo estudo efetuado por Mcmorris e Colenso, se a velocidade da bola for de 60 a 80 Km/h é impossível a intervenção com êxito do goleiro, este êxito estará totalmente assegurado se a bola for enviada entre 90 cm de qualquer um dos postes laterais da meta, nesta situação o goleiro só poderia ter sucesso se não sair de uma posição central em relação à meta e a bola se deslocar para o lado em que ele se encontre, ou se realizasse uma antecipação.
Em outro estudo realizado por Wisiak e Cunha, que analisaram um processo de descrição de análises das cobranças de pênaltis, nesse estudo foram observadas 110 cobranças, das quais 98 ou 89,1% tiveram sua trajetória direcionada para um dos lados do gol, o que transforma muito complexo o processo cognitivo de reação de escolha do goleiro.
Portanto o pênalti torna-se uma situação em que a velocidade da bola juntando-se a distância curta entre a marca de pênalti e o gol é mais rápida que a velocidade de reação do goleiro, tornando desaconselhável dessa forma, que o goleiro só vá para a bola após efetuada a cobrança e tentar acompanhar a trajetória da bola.

Mas quando deve se iniciar a antecipação?
Há indícios de que se o goleiro iniciar o salto para um dos lados da meta há cerca de 167ms antes do cobrador tocar na bola, poderá ter grandes chances de impedir a conversão da cobrança em gol. ( Wisiak e Cunha, 2004). Pois nesse momento o cobrador já terá determinado a ação que irá realizar para a cobrança do pênalti não podendo alterar sua trajetória pré - determinada perante a ação antecipatória do goleiro.
Portanto segundo os estudos, mesmo que exista a probabilidade de ele errar o local de direcionamento da bola, o goleiro deveria correr este risco motor e intelectivo, pois fica claro a importância da capacidade de antecipação em goleiros de futebol perante a situação de pênaltis, permitindo a ele uma maior probabilidade de sucesso de alcançar a bola num salto e conseqüentemente efetuar a defesa.
É bom observar que toda vez que falamos em antecipação não nos referimos à ação do goleiro em adiantar-se a linha da meta e sim aos processos de antecipação temporal e espacial, que através de pré informações facilitem aos processos cognitivos para precisão da ação, velocidade de decisão e reação, movimento e ação, permitindo assim diminuir o tempo de resposta de uma ação prevendo assim o que e quando um evento irá ocorrer. Para esse processo as pré informações e a experiência do goleiro na determinada situação adquire um papel importantíssimo para seu êxito.
Não foi o intuito deste estudo, analisar todos os sinais relevantes para que o goleiro possa correr este risco, mas é de profunda importância que o goleiro tenha conhecimentos sobre o lado de preferência do cobrador e todos os sinais pré cobrança que denunciem de antemão seu objetivo em direcionar a bola a um dos lados da meta.

Referências:

Kiyasu, R.; Lima, D.; Azzi, P.H. Processos perceptivos para a tentativa de defesa do pênalti em goleiros de futebol. Programa de pós graduação lato-sensu em metodologia da aprendizagem e treinamento de futebol e futsal, UGF, 2005.

McMorris,T.;Colenso,S. Anticipation of professional soccer goalkeepers when facing right and left footed penalty kicks. In Perceptual and motor skills.(pág: 931-934)1996

Ortega,J.P.;Camacho.G.J.O.;Medrano,F.S. Análisis cinemático del penalty en fútbol. In: Apunts Educación Física y Deportes n-62, (pág:34-40).

Suzuki, S.; Togari, H.; Isokawa, M.; Ohashi, J.; Ohgushi, T. Analysis of the goalkeeper´s division motion. In: Reilly,T.;Clarys,J.;Stibbe,A.(ed). Science and football, London: E&FN Spon. (pág.468-475)1988

Williams,A.; Burwitz,L. Advance cue utilisation in soccer. In: Reilly,T.;Clarys,J.;Stibbe,A.(ed). Science and football V.2, London: E&FN Spon. (pág:239-243)1992

Wisiak, M.; Cunha, S.A. Analise da antecipação do goleiro em cobranças de pênalti. Revista Motriz, Rio Claro v. 10 no. 1 (pág.09 a 14, jan./abr.).2004

15 comentários 5 de Dezembro de 2006 às 14:32 Rafael Kiyasu


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